Abadia de Praglia: Os Monges Beneditinos e a Preservação das Vinhas
Enquanto os Doges de Veneza bebiam e legislavam, os monges cultivavam. Durante os períodos mais turbulentos da Idade Média, a preservação da viticultura de qualidade não coube aos reis, mas às ordens religiosas. Um dos maiores guardiões dessa tradição no Vêneto é a milenar Abadia de Praglia.
1. Ora et Labora (Reza e Trabalha)
Fundada em 1080 nas Colinas Eugâneas (perto de Pádua), a Abadia de Praglia segue a regra de São Bento: “Reza e Trabalha”. Para os monges beneditinos, o trabalho no campo não era um castigo, mas uma forma de oração.
Essa dedicação espiritual à agricultura transformou a abadia em um centro de excelência agronômica. Foram os monges que recuperaram pântanos, plantaram oliveiras e atuaram como guardiões de variedades de uva locais, como a Garganega e a Raboso, salvando-as do desaparecimento.
2. Uma Adega do Século XV
A importância histórica de Praglia não está apenas nos livros, mas nas pedras. A adega da abadia, com suas abóbadas majestosas, data do século XV e continua em plena operação.
Lá, o passado encontra o presente. Os monges combinam métodos ancestrais com tecnologia moderna para produzir vinhos que sustentam economicamente a comunidade. Eles mantêm viva até mesmo a conexão beneditina com o espumante (lembrando Dom Pierre Pérignon, que também era beneditino), produzindo vinhos de método clássico com uvas autóctones.
3. O Vinho como Cultura
A Abadia de Praglia é a prova de que o vinho no Vêneto é um patrimônio cultural protegido. Ao visitar a região ou degustar um vinho das Colinas Eugâneas, você está se conectando com uma linhagem de monges-agricultores que entenderam, há mil anos, que o vinho era sagrado.
Tradição Monástica
Descubra a pureza e a dedicação que definem os vinhos feitos com paciência monástica. Nossa adega traz o melhor da tradição vêneta para sua mesa.



