Giuseppe Quintarelli: O Mestre dos Rótulos Manuscritos
No mundo do vinho, existem produtores, existem estrelas e existe Giuseppe “Bepi” Quintarelli. Falecido em 2012, ele é reverenciado não apenas como um enólogo, mas como o “Maestro do Amarone”, um guardião do tempo em uma era de pressa. Suas garrafas são mais do que vinho; são objetos de culto que definiram o padrão de excelência para toda a região.
1. A Busca Obsessiva pela Qualidade
A filosofia de Quintarelli era simples e intransigente: a qualidade absoluta não aceita atalhos. Se uma safra não fosse excelente, ele simplesmente não produzia Amarone naquele ano.
Enquanto o mundo moderno corria para lançar vinhos jovens, Quintarelli esperava. Seus vinhos envelheciam por 8, às vezes 10 anos em grandes barris de carvalho da Eslavônia, desenvolvendo uma complexidade que desafia a descrição.
2. A Caligrafia da Família
A marca registrada mais visível de seu trabalho eram os rótulos escritos à mão, com uma caligrafia curva e elegante. Eles comunicavam imediatamente a natureza artesanal, familiar e anti-industrial do produto. Cada rótulo dizia ao consumidor: “Este vinho passou pelas mãos da minha família, não por uma linha de montagem”.
3. O Legado Vivo
Nos anos 90, quando a moda era usar pequenas barricas novas para dar gosto de baunilha, Quintarelli recusou. Ele manteve a tradição dos grandes barris neutros, permitindo que a fruta e o terroir falassem.
Hoje, essa filosofia inspira produtores de nicho como a Garbole e a Dal Maso, que seguem esse mesmo caminho de paciência e respeito ao tempo, produzindo vinhos que são verdadeiras obras de arte.
Excelência Artesanal
Se você admira a filosofia de Quintarelli, vai se apaixonar pelos vinhos da Garbole e Dal Maso. Descubra a excelência feita à mão em nossa adega.



