Monte Olmi: O Primeiro “Cru” de Vinhedo Único da Valpolicella
Até a década de 1960, a maioria dos vinhos da Valpolicella eram misturas genéricas. As uvas vinham de várias parcelas diferentes para garantir volume. Mas uma revolução silenciosa estava prestes a acontecer, mudando para sempre a forma como percebemos a qualidade do vinho italiano: o nascimento do conceito de “Cru”.
1. A Decisão Radical de 1964
Lorenzo Tedeschi tomou uma decisão ousada na época: vinificar as uvas de um vinhedo específico, chamado Monte Olmi, separadamente das outras. Ele percebeu que aquelas uvas tinham uma personalidade única, dada pela inclinação do terreno e pelo solo, que se perderia se fossem misturadas.
O lançamento do primeiro Monte Olmi Amarone (safra 1964) marcou o início da era moderna de zonificação na região. Foi a prova de que o terroir (o local exato) importava mais do que a marca.
2. O Que é um “Cru”?
“Cru” é um termo francês que significa “crescido”. No mundo do vinho, indica um vinhedo delimitado de qualidade superior. Quando você vê o nome de um vinhedo no rótulo, o produtor está dizendo: “Este vinho é a fotografia líquida deste pedaço de terra específico”.
Essa filosofia elevou o status do Amarone, alinhando-o com os grandes Barolos e Borgonhas, onde o local de cultivo é sagrado.
3. A Busca pela Identidade
Hoje, produtores de elite como a Dal Maso e a Garbole seguem essa mesma filosofia. Eles não fazem “sopa de uvas”; eles selecionam suas melhores parcelas (seus próprios “Crus”) para criar vinhos com identidade e caráter inimitável.
Vinhos de Terroir
Descubra vinhos que expressam a alma de um lugar único. Nossa seleção da Dal Maso e Garbole traz o conceito de “Cru” para a sua taça.



