Quando pensamos em vinhos vulcânicos na Itália, a região limítrofe entre Vicenza e Verona guarda um dos terroirs geológicos mais fascinantes da Europa: as colinas de Gambellara DOC. Há cerca de 40 milhões de anos, durante o Eoceno, intensas erupções vulcânicas submarinas cobriram essas encostas com lavas basálticas negras e tufos vulcânicos riquíssimos em ferro, magnésio, potássio e basalto.
A Simbiose entre o Basalto Negro e a Casta Garganega
A Garganega é a casta branca autóctone soberana do oeste do Vêneto. De maturação tardia e casca dourada espessa, quando suas raízes penetram a rocha basáltica fraturada de Gambellara, o vinho adquire uma assinatura sensorial única: tensão elétrica, salinidade mineral pronunciada, aromas de flores brancas de acácia e sabugueiro, pêssego branco e um inconfundível final de amêndoa tostada.
Gambellara DOC vs. Lavica Bianco na Cantina Dal Maso
Na centenária Dal Maso (1919), a Garganega vulcânica é trabalhada com precisão cirúrgica em dois rótulos complementares:
- Gambellara DOC 2021 (R$ 139,00 | PIX R$ 125,10): Elaborado 100% com uvas Garganega de vinhedos de encosta em Gambellara, com 6 meses de maturação sobre as borras finas (sur lie) em inox. Um branco de guarda (4 a 8 anos) estruturado, sápido e perfeito para risotos de frutos do mar, peixes grelhados e queijos como o Asiago DOP.
- Lavica Bianco Veneto IGT 2021 (R$ 79,00 | PIX R$ 71,10): Batizado em homenagem à lava basáltica, é a expressão crocante, cítrica e direta da Garganega vulcânica para aperitivos, ceviches, sushis e saladas mediterrâneas.
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